À primeira vista, tudo era branco. Aos poucos as almofadas vermelhas foram entrando em foco, assim como os rostos de pessoas conhecidas. Todos sentados no chão, pés descalços sobre tapetes macios.
Um senhor se aproximou, atraindo olhares para si. Vestia-se totalmente de branco. O rosto, marcado de rugas, era sério. Nas mãos, uma caixa feita de dobraduras de papel dourado.
Suas palavras se perderam na memória, mas falava sobre algo que estava dentro da caixa, e tudo que sentiam era uma paz indescritível. E parecia brilhar.
Aproximou-se, em passos lentos e descalços, de cada um no ambiente. Os olhos claros fitavam a pessoa enquanto a dobradura era colocada sobre suas mãos. Felicidade, inundando o corpo e transbordando pelos olhos.
Até colocar nas mãos daquele homem, que se misturava tão bem com os outros. O papel começou a se desdobrar no ar, desmanchando a caixa.
Todos olharam surpresos.
O velho sorriu.
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Eu acordei sorrindo também.




























